sábado, junho 22, 2013
O adeus da despedida...
Terminou...
Já não há mais...
Acabou...
Rima e é verdade!
Venho aqui colocar um fim neste blog! Não que eu quisesse ser o seu carrasco, mas simplesmente porque acho que merece! Sim, acho que merece terminar...
Quando comecei este blog, era bastante novo! Inespriente! Pouco vivido! Tinha a ilusão que as coisas seriam sempre fáceis, simples de se fazer! Que estaria constantemente a publicar no blog, que não o deixaria morrer como grande parte dos espaços que existem na blogosfera... E como eu estava enganadinho!
Foi interessante, durante os últimos dias, ver os textos que escrevia quando este espaço começou... E o quanto evoluiu... E de que forma evoluiu... E cheguei à conclusão que o melhor seria terminá-lo assim, desta forma! Queria algo mais digno, mais pomposo, mas este texto foi tudo o que consegui!
Se calhar não vinga aquilo que este blog fez por mim: ajudou-me a crescer!
Em vez de o simplesmente apagar, deixá-lo-ei aqui, tanto tempo quanto puder, para que predure... Pode ser que alguém, algum dia o encontre ao acaso e também se espante com a minha evolução... Quem sabe!
No entanto, não vou parar por aqui!
Este blog para, mas outro surgirá no seu lugar! E porque não trazer este de volta á vida em vez de começar um novo?
Na vida, frequentemente, as coisas mudam! Eu não sou grande adepto das mudanças, mas tenho noção que são importantes para que possamos evolur, melhorar...
Precisamente por isso, para ter um início novo, terei um novo blog, em breve, pronto para começar!
Será um novo eu, um novo autor mais maduro, mais crescido... Mais vivido... Não quero com isso dizer que será um blog melhor que este... Poderá não ser! Mas quero tentar!
Neste momento estou novamente a pensar: "Será um blog novo, para continuar e não deixar parar como este! Terá de ser algo diferente! Algo bom!". Mas, lá no fundo, sei que essa minha vontade de escrever poderá desaparecer de um momento para o outro! Mas a vida é feita de sonhos!
Então, só vos posso lançar este convite: querem vir crescer comigo?
Їmρπεssασ ξm βπαηςσ
terça-feira, abril 12, 2011
[Poema] - Teatro para mim...
Sentindo o calor da luz
E o bater do coração,
Subir ao palco me seduz
E traz-me emoção!
Uma sensação sem par,
Como nunca senti igual.
Fazer de tudo para agradar
Uma plateia sempre especial!
A cada espectáculo dar
Tudo o que tenho de mim,
Fazer p'ra não me enganar
E levar a peça até ao fim!
Mas que gozo me dá
Ouvir o público aplaudir,
Perante eles me curvar
E apetecer-me tudo repetir!
by Ricardo Araújo
(12-04-2011)
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Uma coisinha simples que dedico a todos os meus queridos companheiros de luta do inTACTO da ACGITAR!
Um pequeno e simples mas sentido poema sobre uma das minhas paixões: o teatro!
A foto que acompanha foi tirada no palco do Auditório Municipal de Gondomar, no passado dia 9, minutos antes de se abrir as portas ao público!
Mas que noite! Com espaço para enganos e "apagões"! Mas sobretudo, muito divertimento!
Їmρπεssασ ξm βπαηςσ
terça-feira, novembro 02, 2010
Poema - À Descoberta

Já estava na altura de colocar aqui outro poema dos meus!
Digam lá, já tinham saudades, não era?
Em compensação de não haver ainda mini-conto, decidi "aquecer" o vosso gosto literário com mais um poema meu original!
Este poema escrevi-o um dia (em pleno estágio no 11º ano xD) em que estava a ouvir a música "Homem do Leme" dos Xutos e Pontapés!
Como sempre gostei de história e uma vez que o europeu estava à porta, o patriotismo invadiu-me e o poema surgiu:
Olho o horizonte,
E tento imaginar,
Que segredos escondidos,
Estarão por desvendar...
O que há do outro lado?
Será que alguém já lá chegou?
Vejo o mar tão agitado,
Será que se assustou?
As ondas vêm para a costa,
Têm muitas historias para contar,
E ora vai uma aposta,
Como a história te vai cativar?
É a historia dum povo,
Que pelo mar entrou sem medo,
Mesmo na altura em que tudo o que fosse novo,
Era motivo para ter medo...
Foi descobrir novas terras,
Descobrir novos mares,
Trazer a este mundo,
Um novo motivo para sonhar...
"Oh mar meu, qual a nação
Essa que não tem outra igual?"
Esta é uma pequena nação,
Chamada de Portugal.
Їmρπεssασ ξm βπαηςσ
terça-feira, julho 20, 2010
Poema - Põe os problemas de lado
sábado, julho 17, 2010
Mini conto - Crónicas de uma Caneta (Parte 3)
Mas num certo dia, enquanto dormia, alguém me pegou e me trocou a carga. Eram umas mãos ásperas e grandes. Tive curiosidade e abri os olhos: era o menino! Ele havia-me repescado daquela lata velha e já ferrugenta! Nem podia acreditar! Então o menino já homem pegou em mim e começou a escrever enquanto sorria… Que visão maravilhosa! Que sensação magnifica! Sempre a sorrir ele escreveu um poema, e depois um texto, e depois jogou comigo uma partida do jogo do galo. Usou-me para escrever uma carta a uma menina “muito especial”e no fim, pegou na régua partida do fundo da lata e fez de mim um avião novamente. E que divertido que foi! Passamos horas naquilo! No final do dia, ele perguntou-me: “Que mais queres fazer amiga?”. Não esperava aquilo! Fui apanhado de surpresa com aquela pergunta e depois de muito pensar disse “Quero escrever-te um texto”. E assim foi, escrevi-lhe este texto para lhe demonstrar que uma caneta é muito mais que um simples objecto: é um amigo para a vida!
Texto original de: Ricardo Araújo (LawlietShinzo)
Їmρπεssασ ξm βπαηςσ
sexta-feira, julho 16, 2010
Mini conto - Crónicas de uma Caneta (Parte 2)
Os anos iam passando e eu continuava a ajudar o menino a Língua Portuguesa e a Estudo do Meio… Na Matemática a professora era má, não deixava que ele me usasse… Mas eu não me importava, pois estava sempre encostada ao papel e a ver aquele maravilhoso sorriso de cada vez que eu era posta em uso… E como era bom poder passar pelo papel e deixar a minha marca… Mas mais que isso, eu adorava estar naquelas mãos pequenas e suaves daquela criança e contemplar seu sorriso… Era inspirador! E não era só bom para mim, também para ele! E não só para escrever: quantas e quantas vezes ele pegava em mim e punha uma régua presa na minha presilha e transformava-me num avião, um avião que pairava no ar a grande altitude mas que se despenhava cada vez que a professora, provavelmente irritada com as minhas acrobacias aéreas lhe gritava “Que estás tu a fazer?”. Lá estavam os adultos a serem uns monstros e a obrigarem o pobre menino a ouvir sobre a História de Portugal. Que interessava se o Afonsinho Henriques tinha batido na mãe para ir de férias para o Algarve? O que aquele menino queria era embarcar na aventura de me pilotar e imaginar que voava em mim até ao outro lado do mundo, ou desafiar o colega do lado para uma partida do jogo do galo.
A prova de que os adultos são maus é que vão complicando as coisas para as crianças. De ano para ano, a matéria ia ficando cada vez mais difícil, uma professora transformava-se em várias, uma cópia passava a ditado e um ditado passava a texto livre… As fichas que antes eram para colorir passavam a ser folhas com perguntas chatas que ele tinha de responder com a minha ajuda. E agora, em vez de fazer de mim avião ou jogar o jogo do galo, fazia simplesmente sarrabiscos no canto da folha, enquanto fitava a professora com cara ensonada e praguejava “Mas ca ganda seca men!”. Mas mesmo assim, continuava a passar pelo papel e a estar nas suas mãos, mas havia algo diferente… O menino já não sorria… Mas porquê? Eu estava ali, nas suas mãos, ainda de carga completa! Porquê que o menino já não sorria enquanto escrevia? Talvez fosse só impressão minha! Ele devia estar felicíssimo comigo, tinha a certeza. Até já passávamos mais tempo juntos… Mas nunca a brincar… Estava sempre comigo encostada ao papel… “Vamos brincar! Faz de mim um avião” – dizia eu. Mas nada! Só me usava para escrever… “T.P.C.” – escrevia ele… E mais, sempre mais, nunca parava: “Trabalho de História” – escrevia e só terminava depois de explicar numas 30 páginas que D. Afonso Henriques havia conquistado a independência do até então Condado Portucalense em guerra com a sua mãe e que depois expandiu o Reino de Portugal desde o Minho até ao Algarve! Eu não entendia porquê que ele me usava para escrever aquelas coisas, mas estava feliz porque ainda era a sua inseparável companheira.
Num daqueles dias, o pai entrou pela porta com uma grande caixa. O menino ficou imensamente alegre: era um computador! A partir desse dia, usou-o para quase tudo: para fazer trabalhos (não mais me usava nem à enciclopédia), para jogar (teve um súbito desinteresse pelo jogo do galo), para falar (não mais me usou para escrever uma carta ou bilhetinho)… Eu havia sido deixada para segundo plano… Mas como era possível? Porquê que o menino me passou a usar o mínimo possível?
Їmρπεssασ ξm βπαηςσ
quinta-feira, julho 15, 2010
Mini conto - Crónicas de uma Caneta (Parte 1)
Hoje decidi colocar mais um post, uma vez que o blog estreou hoje, e faz-me espécie vê-lo assim tão vazio... xD
Crónicas de uma Caneta
Parte 1 de 3
Quem nunca pegou numa caneta? Toda a gente já o fez! Para escrever, para desenhar, para riscar, para brincar…
Mas o que é afinal uma caneta? Para aqueles que engolem dicionários ou passam horas a navegar na Wikipédia, caneta é um “pequeno tubo em que se encaixa a pena para escrever; qualquer instrumento semelhante com que se escreve a tinta”. Pois eu digo que sou muito mais que isso! Sim, sou uma caneta! E posso-vos garantir que sou muito mais que um simples objecto.
Há uns anos comecei por ajudar um menino a aprender a escrever. Pegava em mim de uma forma suave e desajeitada e a medo encostava-me ao papel. E muito devagar… Com muita calma… Um pouco a tremer… Fazia-me mover lentamente pela folha de papel… E escrevia “Olá”, daquela forma engraçada que toda a gente escreve quando ainda está a aprender. Via a professora a vir na direcção dele e a dizer “Muito bem! Continua a praticar!”, e ele, com um sorriso de orelha a orelha, lá pegava novamente em mim e lá me fazia percorrer mais uma vez a folha de papel, para escrever vezes e vezes sem conta a mesma palavra, a mesma frase, o mesmo texto, até que o traquejo ia aumentando e a vergonha diminuindo. Era tão bom ver aquela criança a sorrir tão alegremente enquanto me fazia viajar uma e outra vez pelo branco da folha.
Um dia, durante uma aula, fiquei sem tinta… Vi os olhos do menino esmorecer e a sua face a ficar consumida pelo terror de me perder! Assim que chegou a casa apressou-se a ir ter com o pai e a contar-lhe o drama desse dia: “Papá, a minha caneta não escreve mais…”. O pai, com um sorriso carinhoso, ordenou-lhe que me viesse buscar e que me levasse até ele. O menino num ápice me apanhou e levou-me até seu pai. Fiquei como nova após me ter trocado a carga e, ao olhar o menino, vi seus olhos brilhar e aquele sorriso de orelha a orelha que eu tanto adorava. Ele estava feliz pois tinha a sua caneta de volta!
Їmρπεssασ ξm βπαηςσ
Poema - Ainda sou capaz
Tudo aquilo que sinto.
Gostava de me encontrar,
No meio deste labirinto.
Sinto-me sozinho,
Algo só e abandonado.
Sinto-me um ser pequenininho,
Prestes a ser esmagado.
Ao mesmo tempo sou enorme,
Bem grande, um gigante.
Há algo que me consome,
E faz de mim um herói insignificante.
Dum lado, céu azul e sol a raiar,
Do outro, céu negro e sem luz,
É esta a tristeza que me faz chorar,
É esta a alegria que me conduz.
De repente, paro, e dou a mão
A quem tenho a meu lado,
Sei que eles me apoiarão,
Quando estiver desamparado.
E vou olhar em frente,
Deixar a tristeza para traz,
Mesmo neste mundo deprimente
Eu ainda sou capaz.
Poema original by: Ricardo Araújo (LawlietShinzo)