quinta-feira, julho 15, 2010

Mini conto - Crónicas de uma Caneta (Parte 1)


Hoje decidi colocar mais um post, uma vez que o blog estreou hoje, e faz-me espécie vê-lo assim tão vazio... xD
Escrevi um mini-conto que intitulei "Crónicas de uma Caneta", o qual dividi em 3 partes para colocar aqui: uma hoje, a outra amanha e a última no sábado (se estiver de bom humor) xD

Então aqui vai o mini-conto:


Crónicas de uma Caneta

Parte 1 de 3


Quem nunca pegou numa caneta? Toda a gente já o fez! Para escrever, para desenhar, para riscar, para brincar…

Mas o que é afinal uma caneta? Para aqueles que engolem dicionários ou passam horas a navegar na Wikipédia, caneta é um “pequeno tubo em que se encaixa a pena para escrever; qualquer instrumento semelhante com que se escreve a tinta”. Pois eu digo que sou muito mais que isso! Sim, sou uma caneta! E posso-vos garantir que sou muito mais que um simples objecto.

Há uns anos comecei por ajudar um menino a aprender a escrever. Pegava em mim de uma forma suave e desajeitada e a medo encostava-me ao papel. E muito devagar… Com muita calma… Um pouco a tremer… Fazia-me mover lentamente pela folha de papel… E escrevia “Olá”, daquela forma engraçada que toda a gente escreve quando ainda está a aprender. Via a professora a vir na direcção dele e a dizer “Muito bem! Continua a praticar!”, e ele, com um sorriso de orelha a orelha, lá pegava novamente em mim e lá me fazia percorrer mais uma vez a folha de papel, para escrever vezes e vezes sem conta a mesma palavra, a mesma frase, o mesmo texto, até que o traquejo ia aumentando e a vergonha diminuindo. Era tão bom ver aquela criança a sorrir tão alegremente enquanto me fazia viajar uma e outra vez pelo branco da folha.

Um dia, durante uma aula, fiquei sem tinta… Vi os olhos do menino esmorecer e a sua face a ficar consumida pelo terror de me perder! Assim que chegou a casa apressou-se a ir ter com o pai e a contar-lhe o drama desse dia: “Papá, a minha caneta não escreve mais…”. O pai, com um sorriso carinhoso, ordenou-lhe que me viesse buscar e que me levasse até ele. O menino num ápice me apanhou e levou-me até seu pai. Fiquei como nova após me ter trocado a carga e, ao olhar o menino, vi seus olhos brilhar e aquele sorriso de orelha a orelha que eu tanto adorava. Ele estava feliz pois tinha a sua caneta de volta!



Їmρπεssασ ξm βπαηςσ

1 comentário:

  1. Eu gosto de canetas xD de vez em quando dá-me umas inspirações só por causa de canetas.. :P

    O texto esta muito bom :) estou ansiosa por ler o resto..

    :) beijos (L)

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